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[is good to be me] [Vômitos Emocionais]
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À la folie... pas du tout |
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Monday, July 6th, 2009 04:04 pm
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...Sabe festa que todo mundo ganha presente? Natal, Aniversário... essas coisas? Pois é... no dia seguinte de uma ocasião destas, você que experimentar tudo... Logo depois do banho a garota resolveu experimentar seus novos hidratantes: Um de cacau para os pés que havia ganho de sua tia... E um de maracujá para as mãos.  Espalhou uma generosa camada do creme em seus pés e pernas até mais ou menos os joelhos e à medida que foi espalhando não gostou do perfume daquilo e começou a enjoar. Começou a cuidar das unhas. O telefone tocou, era o rapaz que ela estava conhecendo, dizendo que ia passar para lhe devolver seu colar que por sinal era jóia, e havia caído de sua bolsa que virou no chão do automóvel. No instante seguinte que desligou o telefone começou a se questionar:_Será que devo tomar outro banho pra tirar o cheiro destes cremes? Será mesmo que ele irá perceber algo diferente ou enjoar assim como eu? Não havia tempo, ela queria secar os cabelos e vestir uma roupa qualquer para descer encontrá-lo. Lavou apenas as mãos, mesmo sabendo que aquele cheiro de essência de chocolate e mais a de maracujá já haviam se espalhado pelo quarteirão. O interfone toca e ela desce, beija-o e ele reage como se ela estivesse tentando abraçá-lo depois de tomar banho de chuva. Ela não entende, tenta beijá-lo novamente. Ela dá um passo para trás, desta vez projetando a barriga para frente e se esticando às alturas para que ela não alcance sua boca. Ela pega o colar se despede e sobe. Será que foi o creme? Será que ele já veio aqui com o intuito de se despedir. Onde foi que eu errei... A garota lembra do garoto o qual ela apelidou de unha de monstro...  O garoto que tinha uma unha do pé de 1cm e que usou uma colonia horrivel pra sair com ela, e ele tinha isso espalhado por todo o rosto e pescoço... Ela lembra da falta de apetite nos 3 dias depois desse encontro. Mas será mesmo que um inoscente creme de cacau pode acabar com uma amizade assim? A garota pega seu pior perfume que ganhou em um aniversário 6 anos antes e nunca usou, borrifa 3 ou 4 vezes ao redor do pescoço e convida seus melhores amigos para sair. Um deles, que é muito próximo e costumava sentar-se ao seu lado em jantares e ocasiões do genero nem fala direito com ela e senta-se do outro lado da mesa. Sua amiga que diz não sentir cheiros, senta ao seu lado, mas vvira o rosto de tempos em tempos como quem respira pra lá. Nenhum deles comenta que seu perfume é ruim, mas evidentemente demonstram. Um deles comenta:_ Mudou de perfume... Com cara de quem está prestes a espirrar. A garota acende um cigarro, quando tira o cigarro da boca, um pedaço de pele é arrancado grudado no filtro, ela abana a própria fumaça e diz o clássico:_ Sim, mas só por hoje... Cof cof...  
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Sunday, May 17th, 2009 11:02 pm
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Eu sou a famosa mulher do saco. E conheço a sua avó e sua tia muito bem elas insistiram sua infância inteira. Só não te peguei pq prefiro crianças inteligentes. (em humor alí em baixo devia ter a opção humor negro) Eu ri até a minha cabeça explodir... Mulheres e crianças primeiro, me dê sua mão, te prometo, te levo, te ouço, te cuido. Quando a sirene disparou, quem eu confiei, não confiou em mim e ainda me traiu, me roubou, me matou, sumiu. AHAHAHA... boom! Os que disseram que me amaram me arruínaram, me arrancaram tudo, até os sapatos e me empurraram pra cair sentada no chão. Não é lindo? Tuduch! Não, não é. E o pior é que mundo vai acabar. Queima peste. Minha empatia está se esgotando. Tô cansada de assistir reprises. O ser humano só é solidário no câncer e caída na calçada vou gritar pela minha mãe, não há outros nomes a clamar, nem Deus existe! Se existisse seria autofágico de desespero. Digamos que sou assim, uma pessoa cansada, meio desapegada com tudo, mas com bom coração. Lá no fundo, se o desapontamento não nos separar antes que eu te dê o ingresso. E sim eu me importo, não que isso seja totalmente algo de bom, muitas vezes eu perdi o sono por saber que poderia ter ferido alguém, ou por não conseguir perdoar. Pq o ser humano tem o dom de fazer cagadas do tipo que não são limpáveis mas sim deixam a mancha para sempre. Mas na superficie eu sorrio e faço boas piadas, podemos nos divertir até que se prove o contrário. A moeda aqui é a confidência. Na falta dela, a página vira e a amnésia entope meus sentidos, esse é o bom de ter bloqueios. Depois da página virada, tenho saudades de mim antes dela ser escrita. Decepção cansa... Deixa com preguiça de levantar pra olhar se vale à pena. Tô puta da cara sim. Essas coisas me deixam brava. Vontade de desabafar com a calçada, a raiva me impede de te dar uma lição. Vou pra casa pensar, procurar álibes pra você te encher de razão. Cada um sabe o que faz. As queixas dos bons sempre me cortam o coração. Desculpa. Metade por metade, prefiro a amizade. Peneira fina, porta estreita, caminho do bem. Poucos e bons. Raros motivos pra comemorar. Minha melhor amiga me definiu: Minha verve porra louca! Criatividade cristalizada em forma de gente. Doce traduzido em fúria, meu porto, meu máximo, minha ídola, meu coração, minha irmã. É isso mesmo que eu gosto de significar. Eu chorei. Às vezes é difícil pra mim demonstrar sentimentos, principalmente de gratidão, mas não ée falta deles, é que o coraçãozinho aqui não aguenta muito tranco. Abraço. Ah! E depois de tudo que eu passei: Se eu fizer falta, se bater o carro, se tiver convite sobrando, ou precisar conversar, se não tiver a quem procurar, se eu for a última opção, pode me ligar de madrugada. Adoro bancar a salva vidas. É desse jeito, agente se torna aquilo que nota que falta no mundo. Gente "do mal" não tem vez. Adoro quem conta comigo e confia em mim, e me dedico em não decepcionar.  
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Friday, May 8th, 2009 05:51 pm
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o 1° - Juntei seus cacos e te assisto partir aceno da varanda até a aquela curva onde o amor passa e exclamo, foi! A vida é um único verso interminável interminável interminável interminável O 2°- Juntei seus cacos E te mando embora te jogo o berimbau na cabeça pela varanda e te mando se foder até a 5° geração. E exclamo: Vai!! A vida é um único verso interminável interminável interminável interminável O - 3° Tentei Juntar seus cacos e você não deixou Te esperei na varanda até a aquela chuva onde o amor passa e exclamei, Ai! A vida é um único verso interminável interminável interminável interminável O 4° Tentei juntar, não haviam cacos Você cola meu corpo na varanda E sente minhas curvas Eu exclamo: Djesus! A vida é um único verso interminável interminável interminável interminável 5° - Te mostro seus cacos E você chora na varanda dizendo Me quebrei naquela curva Onde o amor passa. E eu exclamo: Sim! A vida é um único verso interminável interminável interminável interminável http://greetings.icq.com/greetings/cards/256/  
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Tuesday, February 17th, 2009 10:43 pm
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offtopic "been trying to meet you hey, must be a devil between us or whores in my head whores at the door whores in my bed but hey, where have you been, if you go i will surely die we're chained" Estou lendo a autobiografia do Eric Clapton, ele é simplesmente a prova viva de que um loser pode se dar bem na vida... Tenhamos esperança nós, rsrsrs... Ele teve uma infância miserável, tomava banhos em uma bacia 2 vezes por semana, descobriu na verdade quem ele pensava que eram os pais eram os avós, foi rejeitado pela mãe. Passou a infância e a adolecência e boa parte da vida adulta envolvido apenas com losers e amigos inúteis... não to nem na metade ainda, mas se alguém comentar interesse passo uma ficha quando eu terminar. Bjos offtopic "said the man to the lady said the lady to the man, she adored and the whores like a choir go all night and mary ain't you tired of this is the sound that the mother makes when the baby breaks we're chained"  
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Tuesday, February 17th, 2009 05:17 pm
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 o-o-o-oi... tudo bem? tudo bem? é desse jeito? é desse jeito? é desse jeito? como assim? como assim? é de de desse jeito. di-di-di-dizem que a madonna é a raínha do pop como assim? como assim? éééééé o que dizem. Mas isso é só o que dizem. vou ao banheiro  di-di-di-dizem que você é ruim se se se di-di-di-dizem isso de você imagina-imagina o que di-di-di-dizem de mim di-di-di-dizem mas isso é só o que dizem. o-o-o-oi... tudo bem? tudo bem? é desse jeito? é desse jeito? é desse jeito? é desse jeito. vou dar uma dançada vou dar uma dançada di-di-di-dizem muitas coisas... di-di-di-dizem que eu sou ruim di-di-di-dizem mas não é verdade não é verdade. rsrs di-di-di-dizem que a madonna é a raínha do pop  é desse jeito? é desse jeito? é desse jeito? é desse jeito. Nã nã nã não haverá diálogo entre nós como assim? como assim? Nã nã nã não haverá diálogo entre nós como assim? como assim? Nã nã nã não haverá diálogo entre nós como assim? como assim? di di di dizem que você é ruim. aiaiaiai, potz... aiaiaiai, potz...  sabias palavras. A-M-A-Z-I-N-G quem desdenha quer comprar  
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Monday, February 16th, 2009 11:54 pm
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O Poço Cais, às vezes, afundas em teu fosso de silêncio, em teu abismo de orgulhosa cólera, e mal consegues voltar, trazendo restos do que achaste pelas profunduras da tua existência. Meu amor, o que encontras em teu poço fechado? Algas, pântanos, rochas? O que vês, de olhos cegos, rancorosa e ferida? Não acharás, amor, no poço em que cais o que na altura guardo para ti: um ramo de jasmins todo orvalhado, um beijo mais profundo que esse abismo. Não me temas, não caias de novo em teu rancor. Sacode a minha palavra que te veio ferir e deixa que ela voe pela janela aberta. Ela voltará a ferir-me sem que tu a dirijas, porque foi carregada com um instante duro e esse instante será desarmado em meu peito. Radiosa me sorri se minha boca fere. Não sou um pastor doce como em contos de fadas, mas um lenhador que comparte contigo terras, vento e espinhos das montanhas. Dá-me amor, me sorri e me ajuda a ser bom. Não te firas em mim, seria inútil, não me firas a mim porque te feres. Pablo Neruda  
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Monday, February 16th, 2009 11:52 pm
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O Vento na Ilha O vento é um cavalo Ouça como ele corre Pelo mar, pelo céu. Quer me levar: escuta como recorre ao mundo para me levar para longe. Me esconde em teus braços por somente esta noite, enquanto a chuva rompe contra o mar e a terra sua boca inumerável. Escuta como o vento me chama calopando para me levar para longe. Com tua frente a minha frente, com tua boca em minha boca, atados nossos corpos ao amor que nos queima, deixa que o vento passe sem que possa me levar. Deixa que o vento corra coroado de espuma, que me chame e me busque galopando na sombra, entretanto eu, emergido debaixo teus grandes olhos, por somente esta noite descansarei, amor meu. Pablo Neruda  
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Tuesday, February 3rd, 2009 03:36 pm
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 As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture Em tudo isso (ou então Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa). Não há meio-termo possível. É preciso Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora. É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços Alguma coisa além da carne: que se os toque Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência. É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas No enlaçar de uma cintura semovente. Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras É como um rio sem pontes. Indispensável. Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida A mulher se alteie em cálice, e que seus seios Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas. Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal! Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem No entanto, sensível à carícia em sentido contrário. É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!). Preferíveis sem dúvida os pescoços longos De forma que a cabeça dê por vezes a impressão De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros. Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos Ao abri-los ela não estará mais presente Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh, sobretudo Que ela não perca nunca, não importa em que mundo Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre O impossível perfume; e destile sempre O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.VINICIUS DE MORAES  
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Monday, January 26th, 2009 02:08 pm
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Sabe, desde o início do ano passado decidi que não queria ter um amante dos sonhos ou um namorado superapaixonado daqueles que faz tudo por mim... estou cansada de ser escolhida sem escolher e vice-versa. Decidi ter apenas um companheiro, um cúmplice, alguém pra conhecer meus defeitos e valores e me fazer companhia neste mundo de ilusões, não, não acredito mais em paixões... não acredito mais em eu te amos que escorregam bocas à fora... nem em ciúmes ou casamento... acredito talvez muito mais em ... ahn... deixa pra lá... hehehe... Não, eu não preciso de um sugeito apaixonado por mim se iludindo em pensar que eu sou a mulher da vida dele sem antes ao menos me conhecer, entender meus sentimentos... não dá pra acreditar em alguém que me diz que me ama sem antes saber meu modo de ver as coisas e como eu posso ser decepcionante em aalguns pontos mas também posso ser a melhor pessoa do mundo em outros. As pessoas tem carências impossíveis de suprir, e eu já aceitei isso, o que podemos ter é segurar a mão do alívio. Acho bonito, acho bonito eu assumir que minhas ilusões não passam disso. Que meu choro é uma lágrima que escorre em silêncio. Descobri que antes de tudo eu preciso de um amigo, alguém que respeite os meus sentimentos, alguém que precise de mim e que não se machuque em saber que eu tenho defeitos. Alguém que eu goste de ouvir e goste de conversar, lógico, não deixei a atração física de lado... Mas é tão difícil pra mim encontrar alguém que eu veja como um igual, e respeite assim como um igual, e ao mesmo tempo seja alguém por quem eu sinta desejo, e eu queira beijar e também alguém que me distraia que eu queira brincar. Alguém que não me broche... hehe. Estou despretenciosa do amor e da paixão... Rápido demais não existe quando não se tem pretensão. Conquista é um saco e parece uma eternidade quando agente está sozinha há anos luz. Só quero companhia, sem dor ou mágoa, sem poder ou sedução...quem sabe Jesus Cristo redentor me abre os braços e me aceita. Tudo é um estresse, as pessoas me dão mais trabalho do que prazer sempre. Tô tão cansada que a preguiça me domina, e mesmo quando eu conheço alguém não tenho o menor tesão de me esforçar. E quando eu tento, a pessoa corre, como se eu estivesse querendo casar, ou prender a pessoa numa masmorra. Muitas vezes pensei ter encontrado esta pessoa, esse amigo imaginário, mesmo que com falhas, mas eu havia me enganado. Da última vez, tive quase certeza de ter encontrado a perfeição. Mas a perfeição é um burro andando atrás de uma cenoura que está pendurada logo à frente de sua cabeça. Tudo daqui me parece mediocre... todos numa eterna busca em ser virtuosos em algo e chegando apenas na metade do caminho. Não estou procurando nada, vivo aos tropeços... mas fujo de cú doce... cú doce é a prova de que deu errado. Interessante que me identifico muito com a língua inglesa neste ponto, pq namorados em inglês são amantes, ou seja, pessoas que se preocupam em amar ao outro. Eu tenho um amor dentro de mim que se tornou tão grande que não posso dar. Está entalado na boca do meu buraco negro, não consigo mais puxar pra fora. Um amor tão grande que não precisa ser correspondido, apenas aceito por alguém que precise ser amado. Amor parece uma palavra pesada, mas não é, desde que amor seja liberdade, desde que amor seja gostar de ver o outro feliz e não precisando se esconder ou fingir ser algo que não é só pra agradar e também o desejo de ver o outro feliz. Não posso me envolver agora, não posso com choradeira de despedida e saudades, a carreira de trabalhar em cruseiros tem me parecido cada vez mais atraente... andei correndo o risco de me deixar levar, ou melhor, me deixar ficar... Alguém poderia ser um motivo pra eu ficar aqui... quem sabe tudo que eu precisava, mas embarco entre abril e maio. Não tenho vontade de seduzir as pessoas por quem me apaixono mais... "cansei de ser sexy"... eu apenas me sinto como abrir a porta e convidar pra entrar no meu coração e fazer meia hora de silêncio. Tô indo embora... não dá mais tempo de brincar, quero ser feliz direto, quero ir direto ao ponto quero me entregar... seria quase cruel eu me envolver agora. Assim tenho noção de que estou sozinha a bastante tempo e vou continuar assim, me tornei tudo aquilo que eu regeitei... passei a agir como as pessoas que eu não compreendia. Dar amor às vezes não quer dizer amar... às vezes é quase uma descarga de um acúmulo de frustrações e quando se acha alguém que está ali disponível dá vontade de dar tudo pra essa pessoa sem se perguntar por que ou querer algo em troca além de companhia no intento. Às vezes acho que cortei tanto pessoas pela raíz que começo a fazer sem querer, com pessoas que eu não pretendia afastar, não sei, acho que estou estragada, ficar adulta tem me parecido chato e posso ver esse mesmo tédio no olhar das pessoas por quem eu tenho desenvolvido sentimentos. De repente me pego usando alguém, me pego fazendo sexo sem amor e recebendo atenciosa elogios de alguém por quem não sinto mais do que despreso. De repente me pego de olhares com um estranho à beira de criar um romance que caminha desenfreado rumo ao fim. Ou me pego em transe, escrevendo um monte de bosta que eu não seria capaz de proferir. Me pego fazendo um drama onde eu devia mostrar quem eu sou e o que vim fazer. Nos últimos 2 anos eu andei ouvindo exclamações de pessoas que ficaram sem entender nada de mim, exclamações do tipo "qual é o seu segredo, qual é o seu mistério?", "quem é você?", "o que é você na minha vida?", "o que você quer de mim?" Pra ser crua, como um burro atrás de uma cenoura... imperfeita... eu sou apenas um fim de tarde, ou algo que vai durar. things you feel but you can't trust. Agora só me resta a ansia por algo que não fiz à tempo.  
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Friday, January 16th, 2009 07:14 pm
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Meu Amanhã Lenine Composição: Indisponível Ela é minha delicia O meu adorno Janela de retorno Uma viagem sideral Ela é minha festa Meu requinte A única ouvinte Da minha radio nacional Ela é minha sina O meu cinema A tela da minha cena A cerca do meu quintal Minha meta, minha metade Minha seta, minha saudade Minha diva, meu divã Minha manha, meu amanhã....2x Ela é minha orgia Meu quitute Insaciável apetite Numa ceia de natal Ela é minha bela Meu brinquedo Minha certeza, meu medo É meu céu e meu mal Ela é o meu vício E dependência Incansável paciência E o desfecho final Minha meta, minha metade Minha seta, minha saudade Minha diva, meu divã Minha manha, meu amanhã....2x Meu fá, minha fã A massa e a maçã Minha diva, meu divã Minha manha, meu amanhã Meu lá, minha lã Minha paga, minha pagã Meu velar, meu avelã Amor em Roma, aroma de romã O sal e o são O que é certo, o que é sertão Meu Tao, e meu tão... Nau de Nassau, minha nação.  
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